E o prêmio de miss empatia vai para…

Sempre me rotularam como a miss simpatia…
Sempre me chamaram de carismática…
Sempre me descreveram como muito sociável…
Sempre me invejaram por fazer amigos muito do nada…
Sempre me elogiaram por ser fácil de conviver…
Sempre me aplaudiram por interagir com todo mundo em todo lugar…
Sempre me disseram que eu tinha uma habilidade para relação interpessoal…
Sempre me falaram que eu tinha um talento para oratória..
Sempre me valorizaram por conseguir as coisas na conversa…
Sempre me admiraram por ter um poder de persuasão…
Sempre me exaltaram por ter o dom da comunicação…
Sempre me avaliaram como tendo “algo” especial…

E foi depois de muitos anos que eu fui entender que esse “algo” tinha um nome: empatia.
E foi recentemente que fui aprender que tinha até sobrenome, e francês: rapport.

Depois de uma faculdade de comunicação, um MBA, alguns cursos de especialização, muitos livros e quase 10 anos trabalhando com isso, eu aprendi por esforço toda a teoria por trás do que eu fazia na prática por intuição.
E hoje eu queria dar algumas dicas para que vocês também possam melhorar a sua capacidade de comunicação e convencimento.

Tenho a impressão de que só cheguei onde cheguei por causa desse meu comportamento, e tenho a certeza de que vocês poderão chegar muito mais longe aprendendo mais sobre isso também.

Isso me foi muito útil para fazer amigos, arranjar namorado, manter um relacionamento feliz, ter uma boa convivência com toda família, conseguir emprego, passar nas entrevistas e testes, me sair bem nas avaliações de desempenho, ser considerada uma boa líder pela minha equipe, ser promovida várias vezes, vender meus produtos, entregar meus serviços, ganhar algumas regalias por aí e ajudar muitas pessoas por onde passei.

Espero que isso também lhe seja muito útil para tudo isso e para todas as outras coisas da vida que envolvem pessoas.
Ou seja, quase tudo.

Como já era de se esperar, esse assunto é longo, vide a quantidade de horas/aula que existem só para falar desse tema.
Então eu vou separar esse tema em pedacinhos, ou pedações, porque vocês me conhecem, né?

Hoje eu vou explicar melhor quem é esse tal francesinho tão famoso nos cursos de psicologia, coaching, programação neuro-linguística, comunicação, etc.

O rapport é a arte de se conectar com as pessoas.
E pelo jeito, não só pessoas.
Lembram daquela imagem do filme do ET na qual a menina toca no dedo dele estabelecendo uma conexão profunda com ele sem nunca antes terem se conhecido?
Isso é rapport. Uma ligação tão forte, até inconsciente, de identificação e confiança entre dois seres.
E adivinhem, o rapport é estabelecido através da comunicação.

Ah a comunicação! A fonte de todos os problemas e de todas as soluções do mundo.
Faça isso bem e voilá! A galinha dos ovos de ouro.
Faça isso mal e pá! A vaca foi pro brejo.

E para começar a fazer isso bem é preciso saber primeiro que a comunicação não está só na parte verbal.
Na vida real, não basta saber português pra se comunicar bem com os brasileiros, inglês para se comunicar bem com meio mundo e mandarim para se comunicar bem com a outra metade.
No dia-a-dia, também não basta escolher bem as palavras que vai usar, como eu fico aqui horas lapidando meu texto.
Na verdade, o mais importante está no COMO é dito. A entonação, o tom que você dá nas palavras, como soa a sua fala. A nossa amiga Paralinguagem.
Mas isso também não basta.
Na verdade verdadeira, tem muita mensagem escondida no COMO você se COMPORTA ao falar, como gesticula, como mexe o corpo, para onde olha. A nossa dupla sertaneja Proxêmica e Cinésica.

Bom, mas ficar aqui falando de teoria e termos técnicos não parece ser uma boa tática para me comunicar bem com vocês, né?
Então vamos a alguns exemplos práticos da nossa vidinha cotidiana.
Tem uma frase que eu gosto muito porque eu realmente sinto isso no dia-a-dia:
“O seu corpo fala tão alto, que eu não consigo escutar a sua voz”.
Eu presto tanta atenção nisso que as vezes eu nem escutei direito o que a pessoa está dizendo, mas eu entendi muito mais do que ela conseguiu dizer, ou até muito mais do que ela queria dizer.

Ontem mesmo aconteceu um episódio que me deu inspiração para o exemplo de hoje.
Imagina aí a cena:
Estou andando no shopping e encontro uma ex colega de trabalho (ex mesmo, tipo de 10 anos atrás), e super empolgada solto um “Oi! Quanto tempo! Que bom te ver!” e coloco a mão no braço dela (eu e essa minha mania de tocar nas pessoas).
A dita cuja vira e me olha com uma cara de “quem é essa louca?” por um milésimo de segundo e depois verbaliza: “Oi! Pois é! Quanto tempo!”.
Verbaliza apenas, porque na real ela estava com a maior cara de dúvida do mundo, usando aquela entonação arrastada de quem está ganhando tempo pra pensar, desviando o olhar, com os olhos pra esquerda e pra cima como quem estivesse tentando achar lá no fundo do baú algum lugar para encaixar a minha cara, logo depois de o corpo se esquivar instintivamente do meu toque super dentro do contexto.
Quem acha que ela realmente lembrava de mim levanta a mão?
Pois é, o verbal quis dizer uma coisa, mas a entonação e a fisiologia dela me gritaram o contrário.

Por isso a grande importância de sim, escolher as palavras certas para cada público, mas também usar o tom certo e a expressão corporal certa para comunicar o que você deseja.
E, além disso, conseguir notar no outro todas essas coisas para entender tudo que ele está querendo dizer e até o que não está.

Para isso existem muuuuitas artimanhas e eu vou compartilhar elas com vocês daqui pra frente.
Vou falar sobre os sistemas representacionais. Isto é, como descobrir se o seu interlocutor é mais visual, auditivo ou cinestésico. E como se comunicar com cada um desses tipos de pessoa.

Vou falar sobre o movimento provável dos olhos. Isto é, o que está se passando na mente do seu interlocutor quando ele movimenta os olhos de determinadas formas. E como lidar com cada uma dessas situações.

Vou falar sobre espelhamento verbal e corporal. Isto é, como você pode acompanhar a forma da pessoa falar e os seus movimentos corporais para gerar maior conexão com ela.

Parece complexo, mas é muito mais simples do que se imagina, até porque eu meio que fazia tudo isso sem nem saber exatamente do que se tratava.

Nos próximos posts eu vou dar dicas simples para estabelecer rapport e criar empatia na prática.

Mas enquanto isso vai assistindo a série “Lie to me” para ir sentindo o gostinho dessa arte que é se comunicar. Eita vício útil esse!

E enquanto isso vai também praticando a lei máxima da comunicação, a regra número um, a essência, o primeiro passo, o mais simples e talvez o mais difícil, o sentido mais puro da palavra empatia:
Se colocar no lugar do outro.
Tirar os óculos que você usa desde que nasceu e tentar colocar os óculos do outro para ver o mundo.
Calçar os sapatos do outro para imaginar como é caminhar aquele caminho.
Estar 100% presente e 100% aberto para receber todas as mensagens que virão.
Se colocar numa posição de curioso, nunca de julgador.
Alinhar as energias com ele, combinar as energias e retroalimentar esse sistema.
Enfim, querer genuinamente, profundamente e simplesmente se comunicar.

Assim em breve você estará gerando relações muito mais saudáveis e efetivas com sua família, seu companheiro(a), seus filhos, seus amigos, colegas, funcionários, fornecedores, clientes, enfim, com qualquer pessoa que cruzar o seu caminho.

Afinal, já dizia Madre Tereza de Calcutá: “A primeira necessidade? Comunicação.”
Já afirmava Nelson Mandela: “Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra-lhe diretamente no coração.”
Já cantava Kurt Cobain: “Paz, amor e empatia”.
E já desconfiava eu: “A comunicação é a base da empatia. E a empatia é a solução da humanidade.”

E você?
Também concorda com a importância disso tudo para a vida em sociedade?
Você também domina a arte da comunicação?
Você realmente tem empatia com as pessoas?
Que tal exercitar ainda mais e provar o poder da empatia e da comunicação no seu dia-a-dia?
E que tal começar me contando o que achou desse post aqui nos comentários?
Conto com vocês!

Anúncios

2 comentários sobre “E o prêmio de miss empatia vai para…

  1. Super concordo que a comunicação é a base de tudo ! Na falha gera problemas mas quando bem feita é a chave para soluções! Ansiosa pelos próximos posts! Eu quero aprimorar ainda mais o meu rapport 😉

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s